20120718

Bem-vindo a casa.

Talvez a cor que os teus olhos vêem
não seja mais que a água turva que eu te atiro à cara
cada vez que respiro
cada vez que transpiro
cada vez que vivo
é essa água que te entope a alma.

A falta de lucidez dos teus olhos
não é nada mais 
que a tua consciência perdida.

Mas eu,
eu estou aqui para te lembrar
que há caminho para casa
que lá, toca uma música que conheces,
uma reza que te acolhe,
e uns olhos para poderes roubar.

Bem-vindo.



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